História do bairro

A História do Bairro do Barreto

O Barreto tem como limites a Baía de Guanabara a Oeste, o município de São Gonçalo ao Norte, a Engenhoca a Leste e, ao Sul, o bairro de Santana.
A área que compreende o Barreto já foi uma grande fazenda de nome Caboró, que pertencia ao Frei José Barreto Coutinho de Azevedo Rangel, daí o nome do bairro.
A ocupação física, antes dos anos 60, deu-se basicamente nas áreas planas disponíveis. Nos anos seguintes os morros do Maruí Grande e dos Marítimos, que já apresentavam algum assentamento nas encostas, passaram a ser ocupados aceleradamente.

A construção da Avenida do Contorno

A construção da Avenida do Contorno, na década de 60, aumentou a circulação viária na nova avenida e áreas desabitadas. Estes lugares, inacessíveis até então, também foram ocupados. O trânsito na rua General Castrioto, a principal do Barreto, melhorou — mas o bairro transformou-se em via de passagem.

Barreto como Pólo Industrial

O Barreto foi um dos principais pólos industriais do município e nele encontravam-se instalados vários estabelecimentos têxteis além de muitas fábricas menores, como a dos saponáceos Brankiol e Jaspeol, hoje em ruínas; e outras de fósforos, de formicidas, ladrilhos e olarias — que faliram ou migraram para outros locais. Além de um pólo comercial expressivo, que também se dissipou.
A decadência industrial foi provocada por questões conjunturais, principalmente a reformulação do perfil industrial inviabilizando as pequenas e médias empresas brasileiras sobretudo pela instalação de multinacionais, detentoras de novas tecnologias, no eixo Rio-São Paulo.
Uma importante indústria têxtil que permanece em funcionamento até os dias de hoje é a Companhia Fluminense de Tecidos (antiga Companhia Manufatura Fluminense), cuja instalação data do início do século, conservando a arquitetura e o modelo industrial daquela época, ou seja, mantém uma vila operária com aproximadamente 70 casas para trabalhadores em atividade, que têm descontado em folha um valor simbólico de aluguel. As mudanças ou melhorias feitas nas residências são de inteira responsabilidade do morador, porém, a grande maioria continua com as características originais. Vale ressaltar que este estabelecimento fabricante de tecidos de algodão, apresenta uma média superior a 500 empregados, divididos entre pessoal ocupado na produção e na administração.
Encontramos no bairro outra vila operária, hoje bastante descaracterizada. Esta vila, que pertencia a antiga fábrica de fósforos Fiat-Lux, era composta por três avenidas num total de 72 casas em estilo inglês. Na década de 70 essas casas foram alienadas e alguns operários as receberam como prêmio de indenização ou parte da aposentadoria.
Também antigo no bairro é o Estaleiro Renave, cujo acesso se faz pela Avenida do Contorno e que conta com aproximadamente 400 empregados. Uma parte da área pertencente ao estaleiro foi cortada quando foi construída a Avenida do Contorno e, posteriormente, a rodovia Niterói-Manilha.

A Praia do Barreto

A construção dessas duas vias reduziu drasticamente as dimensões da praia do Barreto, que já vinha sofrendo pela poluição cada vez mais intensa da Baía de Guanabara. Esta praia, praticamente a única da Região Norte, era uma importante área de lazer para os moradores.

O comércio e transportes

O comércio do Barreto, expressivo em outras épocas, era responsável pelo grande movimento de pessoas que ao bairro convergiam em busca dos produtos oferecidos. Atualmente os moradores do Barreto recorrem ao comércio de outras áreas.
Até a década de 50/60 o bairro tinha estação de barcas, bem como um grande mercado de peixe, restando hoje pequena colônia de pescadores, a Z 6, que sobrevive basicamente da pesca na Baía de Guanabara.
Além da estação de barcas, o Barreto teve bondes e uma importante estação de trem, cujo prédio, quase que totalmente destruído, ainda atende aos passageiros que se dirigem ao município de Itaboraí.
Nas últimas décadas, novos estalecimentos instalaram-se no Barreto como a fábrica de Coca-Cola, a Central de Abastecimento (Ceasa), a empresa Auto-Viação 1001, algumas distribuidoras de carnes, de bebidas, de lubrificantes, de alimentos, algumas confecções, gráficas, indústrias de gesso, de tecelagem, de sardinha e de mármore.

Fonte: www.nitvista.com.br