Briga de vizinhos acaba em morte em Guaxindiba, São Gonçalo

Leandro Cuco foi preso com a mulher, acusados de homicídio qualificado. Foto: Maurício Gil
Briga de vizinhos acaba em morte em Guaxindiba, São Gonçalo

Casal acusado de matar idosa após discussão leva polícia até local onde cadáver, parcialmente carbonizado, estava escondido. Crime foi cometido no dia 3 de novembro

Agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) montaram na manhã da última sexta-feira uma operação em Guaxindiba, São Gonçalo, para localizar o corpo de Catarina Beatriz de Ornellas Cipriano, de 71 anos.

Segundo a polícia, a idosa foi assassinada com golpes na cabeça após uma discussão com um casal de vizinhos que ela acreditava ter furtado a bomba d’água de sua casa. Com medo de serem presos, eles teriam queimado o corpo e enterrado em uma área de matagal. O casal acusado de cometer o crime, o pedreiro Leandro Cuco de Almeida, de 35 anos, e a dona de casa Beatriz Cristiana de Almeida, de 37, réus confessos, levaram os policiais até o local onde o cadáver estava escondido.

Segundo o delegado, Wellington Vieira, titular da especializada, o crime foi cometido no dia três de novembro, quando a idosa foi até a casa dos vizinhos perguntar se eles tinham visto a bomba. “Exaltados, e após uma intensa discussão, os dois mataram a mulher com golpes na cabeça e esconderam o corpo debaixo da cama da casa dela. A mulher diz que o Leandro matou o idosa com golpes de cavadeira. Já ele diz que foi ela quem bateu primeiro e a idosa caiu”, disse o delegado.

Quatro dias após a morte da mulher, parentes, preocupados com o seu desaparecimento começaram a fazer perguntas aos vizinhos. “Beatriz, com medo de ser presa, convenceu o marido a comprar gasolina e colocar fogo no corpo, para depois, enterrá-lo em um quintal perto da casa onde moram. Quando os familiares chegaram à casa de Catarina, seu corpo já estava escondido na mata”, informou o delegado.

Em 14 de novembro, o filho de Catarina foi até a 74ª DP (Alcântara) e deu parte do desaparecimento, informou que outros vizinhos teriam ouvido uma briga entre ela e o casal. Os dois chegaram a ser ouvidos na época, mas negaram o crime. O caso  foi então repassado para a Divisão de Homicídios, que passou a apurar o desaparecimento da idosa. 

Contra o casal foram expedidos pela 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, mandados de prisão pelo crime de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.

O corpo da mulher foi encontrado em um local de mata na Rua Rubens Guimarães, uma via paralela à rua  onde moravam a vítima e o casal acusado pelo crime. 

Leandro levou os agentes até o ponto exato onde o corpo da mulher estava. Ele foi encontrado parcialmente queimado, dentro de um saco plástico.

Wilson Cipriano, filho de Catarina, acompanhou o trabalho da polícia. Bastante abalado, ele desabafou: 

“Não entendo porque eles fizeram isso. Minha mãe falou deles para mim, disse que era um casal pobre, que não tinha nem geladeira e por isso ela guardava o leite e os iogurtes do filho deles na casa dela. Eu, particularmente, só os tinha visto uma vez”, declarou.

O local foi periciado por legistas do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). Os restos mortais da idosa vão passar por exame de DNA para comprovar que o corpo encontrado no local era realmente o de Catarina, apesar do reconhecimento informal. 



Fonte: http://jornal.ofluminense.com.br

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